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Segredos para se tornar uma igreja amorosa – sermão 6

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Texto básico: Romanos 14 e 15

Introdução: Manter uma atmosfera harmoniosa; Atrair como imã as pessoas; Recebe com amor os visitantes;

 

É HORA DA REVISÃO:

1. A igreja está empenhada em ajudar um ao outro.

2. A igreja reconhece o valor de cada pessoa. (Romanos 14:15 b)

3. A igreja foca no que é realmente importante. (Romanos 14:16)

4. A Igreja tem sensibilidade quanto à liberdade. (Romanos 14:20)

5. A Igreja não insiste que todos devem concordar.

SERMÃO 6 | A IGREJA ACEITA O OUTRO (ROMANOS 15.7)

“Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu, para glória de Deus.” (Romanos 15:7)

 

1º A IGREJA ACEITA O OUTRO DE FORMA CORRETA ABDICANDO DOS SEUS CONCEITOS (V.1)

  • Conceitos não são valores. Os conceitos podem mudar de acordo com as questões sociológicas e filosóficas. Conceito é uma frase (juízo) que diz o que a coisa é ou como funciona.
  • Os valores são as normas, princípios ou padrões sociais aceitos ou mantidos por indivíduos, classe ou sociedade. Esses valores em nossa vida de Igreja estão exarados nas Escrituras. Elas não mudam, elas são nossa regra de fé e prática.

“Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação”. (Tiago 1:17)

  • Precisamos esclarecer o que é “não agradar a nós mesmos”, isso não significa que não podemos desfrutar do Evangelho para agradar os outros. O evangelho é o poder de Deus para a salvação, ele não pode ser negociado para agradar o outro, Ele é a verdade que liberta.
  • Ainda esclarecendo. Falando em autonegação, é disso que Paulo está falando aqui, Jesus disse:

“Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”. (Mateus 16.24)

  • Tem muita coisa boa no Evangelho. Temos uma nova família, um Deus maravilhoso, uma oportunidade de servir ao Senhor, uma esperança celestial. Mas temos a convicção que vai haver muitas coisas na vida cristã que não são agradáveis, dolorosas em si mesmas.
  • Paulo ensinou isso às igrejas:

“… fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus”. (Atos 14.22)

“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança”; (Romanos 5.3)

  • Mesmo quando o serviço de Deus é difícil o comando é este:

“Servi ao SENHOR com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico”. (Salmo 100.2)

  • Paulo fala de cristãos fortes e fracos. Quem seriam eles? Os fortes são aqueles cujas as convicções bíblicas (valores) em Cristo lhes permite mais liberdade que os fracos (conceitos antigos, que precisam mudar).
  • Paulo usa uma expressão forte: “suportar”, isso não significa apenas tolerar, mas sustentar com amor fraterno e compreensivo. Neste sentido as fraquezas não se referem a pecados, mas a procedimentos e expressões de fé para as quais não há uma orientação clara e objetiva nas Escrituras.
  • Em suma: antes de o crente pensar em agradar a si mesmo, deve prestar atenção e cooperação às necessidades dos mais fracos ao seu redor.

“… com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor…” (Efésios 4.2)

  • Surge uma questão bem interessante em fazer essas coisas acima. Por que devo abdicar de meus conceitos, abrir mão de algumas alegrias terrenas em favor da vida do meu irmão?
  • Veja os versos 6 e 7. Eles dizem que isso é feito para glorificar a Deus.

“… para que concordemente e a uma voz glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus”. (Romanos 15. 6 e 7)

  • Quando acolho alguém na Igreja estou glorificando a Deus. Uma Igreja amorosa glorifica a Deus com seus valores, mas abdica de muitos dos seus prazeres terrenos para receber de braços abertos seus irmãos e sua fé.

2º A IGREJA ACEITA O OUTRO DA MANEIRA DE CRISTO. (V.5)

“Que Deus nos conceda perseverança e encorajamento, dê-lhes também a disposição de pensar unanimemente de acordo com Cristo Jesus” (Romanos 15.5)

  • Evidentemente que é só por amor que Cristo suportou a cruz por nós. Jesus veio para cumprir a vontade do Pai.
    • Esse verso indica que devemos fazer a mesma coisa. Ainda que seja difícil. A disposição de pensar concordemente significa buscar o mesmo sentir (amor | unidade). Não há possibilidade de todos os crentes pensarem de igual modo, mas é possível – em Cristo – que concordemos em tratar de fraternidade e amor, tolerância e respeito a todas as nossas diferenças.
    • Devemos pensar e tratar os outros, principalmente os irmãos, indiscriminadamente, da mesma maneira que Cristo fez conosco.

“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”. (Filipenses 2. 5-8)

  • Como Cristo nos aceitou? Incondicionalmente. Sem julgamento. Aceitação de ninguém é baseada no desempenho!
  • Desempenho hoje em muitas igrejas é como a pessoa pode desenvolver um ministério, quanto a pessoa pode dar, que características ela pode trazer para cooperar ou atrapalhar a Igreja?
  • Uma Igreja amorosa busca engajar, entrosar, integrar e juntar todos que nela chegam, independente de seus desempenhos.
  • Outra questão em aceitar as pessoas da maneira de Cristo é que elas precisam mudar de vida. Lembremo-nos da alguns que tiveram encontros com Jesus:
  • O que nos chama a mudar de vida: o novo nascimento é ponto de partida, o amor de Deus é o carro chefe.

Jesus disse a Nicodemos:

“A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. (João 3.3)

“Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo”. (João 3.7)

Paulo nos ensina sobre o amor e a mudança de vida:

“Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”. (2 Coríntios 5.14 e 17)

3º A IGREJA QUE ACEITA O OUTRO É UMA IGREJA SAUDÁVEL. (V.13)

“Portanto, que o Deus da esperança vos abençoe plenamente com toda a alegria e paz, à medida da vossa fé nele, para que transbordeis de esperança, pelo poder do Espírito Santo”. (Romanos 15.13)

  • Paulo declara no versículo 13 que há quatro marcas de uma igreja unificada: alegria, paz, esperança e poder. Agora, esse é o tipo de igreja que eu quero ser, esse é o tipo de igreja que quero fazer parte. Eu tenho certeza disso, você tem?
  • Nenhuma igreja vai ser perfeita, mas pode ser saudável. Seremos saudáveis quando crescermos com Alegria, paz, esperança e Poder de Deus.
  • Ser uma Igreja amorosa é ser uma Igreja saudável. É preciso um esforço de todos para vivermos assim. Esse esforço não é carnal, mas espiritual, ele é dado pela ação poderosa do Espírito Santo em nossas vidas.
  • Quando alguém não vive ou não entende isso, posso afirmar que está vivendo uma espiritualidade superficial, pautada na vida humana, não na vida espiritual.

“Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado”. (Romanos 5.5)

  • Para impactarmos o mundo precisamos ser uma Igreja amorosamente saudável, precisamos entender o que os grandes mandamentos nos dizem e acima de tudo praticá-los.

“Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. (Mateus 22. 37 e 39)

Conclusão:

Paulo aponta cinco atitudes que podem nos tornar pessoas que aceitam uns aos outros em amor:

1º Paulo chama nossa atenção para Cristo. v. 3

2º Paulo nos lembra de como é essencial nas Escrituras o exemplo de autonegação, o verso 3 cita o Salmo 69.9: “pois o zelo pela tua casa me consome, e os insultos daqueles que te insultam caem sobre mim”. No verso 4 ele diz: Por tudo que foi escrito no passado foi escrito para nos ensinar…”.

3º Paulo indica o poder das Escrituras na questão da edificação de outras pessoas. Poder para produzir resistência e encorajamento (v.4). Daí eu te pergunto: Estás lendo a Bíblia? Sente-se encorajado pela Palavra?

4º Paulo nos lembra de que não vamos resistir ou sobreviver no caminho da autonegação de amor, de sacrifício se não tiver esperança. (v.4) ver Colossenses 1. 4 e 5.

“… desde que ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que tendes para com todos os santos; por causa da esperança que vos está preservada nos céus, da qual antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho”. (Colossenses 1. 4 e 5)

5º Paulo nos mostra por último e não menos importante que devemos orar para que a atitude provenientes da autonegação aconteçam em nossas vidas. (v. 5 e 6).

Devemos orar para que Romanos 14 e 15 se torne realidade na Primeira Igreja Batista de Imperatriz, oremos para que a mudança seja algo de Deus para nós. Sem esperança os planos podem falhar, sem oração trabalhos sós. Com esperança e fé, orando ao Eterno Deus seremos uma Igreja amorosa.

Devemos orar e pedir a Deus que nos ensine o valor de cada indivíduo, que Ele nos ensine a manter o foco no que é realmente importante. Ajude-nos a limitar nossa liberdade por amor ao outro. Ajude-nos a abster-se de forçar nossas opiniões ao outro. Ajude-nos a viver pela fé. Amém.

Encerro esta série de mensagens citando os seguintes textos, com a oração que o Senhor irá nos fazer mudar de atitudes para cada dia sermos uma Igreja amorosa:

“Portanto, cada um de nos deve agradar ao próximo, visando o que é bom para o aperfeiçoamento dele”. (Romanos 15.2)

“Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé”. (Gálatas 6.10)

Seis segredos para se tornar uma igreja amorosa – sermão 5

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Romanos 14 e 15

Texto básico: Romanos 14 e 15

Introdução: Manter uma atmosfera harmoniosa; Atrair como imã as pessoas; Recebe com amor os visitantes;

“Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu, para glória de Deus.” (Romanos 15:7)

É HORA DA REVISÃO:

1. A igreja está empenhada em ajudar um ao outro.

2. A igreja reconhece o valor de cada pessoa. (Romanos 14:15 b)

3. A igreja foca no que é realmente importante. (Romanos 14:16)

4. A Igreja tem sensibilidade quanto à liberdade. (Romanos 14:20)

 

SERMÃO 5 | A igreja não insisti que todos devem concordar.

“A fé que tens, guarda-a contigo mesmo diante de Deus. Feliz é aquele que não se condena naquilo que aprova”. (Romanos 14.22)

Introdução:

O entendimento de Paulo neste verso é que tudo que cremos que tem a ver com a nossa fé e pode escandalizar o meu irmão ou outra pessoa devo guardar diante de Deus. Será bem-aventurado aquela pessoa que não se condena naquilo que ele acredita, mas vive a vigiar que sua fé não atrapalha a do outro.

Em palavras práticas o que isso significa? Que eu não devo fazer da minha opinião cavalo de batalha, forçando com que ela subjugue meu irmão em Cristo, isto é, não devo forçar que minha opinião sobrepuje a do outro.

Isso é respeito! Respeitar a opinião alheia é uma questão espiritual, social, pedagógica e moral. O respeito é uma posição bíblica que Jesus mostra como uma Lei áurea.

“Portanto, tudo que quereis que os homens vos façam, fazei também a eles, porque esta é a Lei e os profetas” (Mateus 7.12)

PRINCÍPIOS DA CONCORDANCIA NA IGREJA:

1º NÃO CONCORDAR, NÃO SIGNIFICA FAZER DISCÓRDIA OU DISSENÇÃO.

“Irmãos, rogo-vos em nome do nosso Senhor Jesus Cristo que entreis em acordo quanto discutirdes e não haja divisões entre vós; pelo contrário, sejais unidos no mesmo pensamento e no mesmo parecer”. (1 Coríntios 1.10)

  • O problema aqui não está relacionado a partidos, dissenções ou outros assuntos que podem trazer partidos na Igreja. Há um entendimento no Novo Testamento que a Igreja do Senhor Jesus não pode viver com brigas, discussões tolas ou em pede guerra.
  • A questão aqui de Romanos é que não podemos forçar que os outros tenham a nossa opinião, gerando nisso todos esses fatores negativos no seio da Igreja.
  • Já falamos sobre as questões periféricas outro dia: o dia, as comidas, etc. Assuntos que não vão nos dividir de verdade. Hoje seria: palmas no culto, coreografias, orações da madrugada etc.
  • Todos têm direito de não concordar com certos assuntos, mas a maneira que nos posicionamos quanto a isso que é condenado por Paulo. O direcionamento é que devemos guardar isso com Deus.
  • Paulo diz, sobre estes assuntos controvertidos, mantê-los entre você e o Senhor. Vá em frente e desfrute da sua liberdade, mas não a ostentando.  Aproveite a sua liberdade, mas com privacidade. Você pode praticar sua liberdade sem escandalizar o outro.

“Se possível, o que depender de vós, vivei em paz com todos os homens”. (Romanos 12:18)

 

2º AS PECUINHAS NA IGREJA DIZEM MAIS SOBRE NÓS DO QUE PENSAMOS.

“Pois nosso motivo de orgulho e este: o testemunho da nossa consciência de que temos vivido no mundo, principalmente em relação a vós, em santidade e sinceridade que vem de Deus, não em sabedoria carnal, mas na graça de Deus”. (2 Coríntios 1.12)

  • Muitos que desejam a paz e falam dela em voz alta, não seguem as coisas que fazem a paz. Mansidão, humildade, abnegação e amor, essas são coisas que fazem a paz. Não podemos edificar um sobre outro enquanto brigamos e contendemos.

Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens? (1 Coríntios 3.3)

  • Muitos destroem a obra de Deus em si mesmos pela comida e a bebida; nada destrói mais a alma de um homem que bajular e comprazer a carne, e satisfazer a luxúria; assim outros são prejudicados, por uma ofensa voluntariamente cometida.
  • As coisas lícitas podem tornar-se ilícitas se são realizadas ofendendo o irmão. Isto compreende todas as coisas indiferentes pelas quais um irmão seja conduzido a pecar, ou a encrencar-se; ou que fazem que se debilitem suas graças, seus consolos ou suas resoluções.
  • Você tem fé? Ela se refere ao conhecimento e clareza Enquanto a nossa liberdade cristã. Desfruta a comodidade que dá, mas não perturbes os outros pelo mal uso dela. Tampouco podemos agir contra uma consciência que está com dúvidas. Que excelentes são as bênçãos do Reino de Cristo, que não consiste em ritos e cerimônias externas, senão de justiça, paz e gozo no Espírito Santo!
  • Quão preferível é o serviço de Deus a respeito de todos os outros serviços! Ao servir a Deus não somos chamados a viver e a morrer por nós mesmos, senão por Cristo, ao qual pertencemos e ao qual devemos servir.
  • Deus mesmo admite que haja algumas pessoas que não vão concordar com você! Nesse caso, não é tanto o seu problema, é deles. Suas picuinhas dizem mais sobre eles do que você. O que você precisa fazer é permitir que o Espírito Santo lhe determinasse quando você é uma pedra de tropeço ou uma benção na vida do outro irmão. Leve sua prece e Deus e pergunte isso.

 

3º A MELHOR ATITUDE É SEGUIR A LEI ÁUREA

“Portanto, tudo que quereis que os homens vos façam, fazei também a eles, porque esta é a Lei e os profetas” (Mateus 7.12)

 

  • Cristo veio a ensinar-nos não somente o que devemos saber e acreditar, senão o que devemos fazer; não só para com Deus, senão para com os homens; não só para com os que são de nosso partido e denominação, senão para com os homens em geral, com todos aqueles que nos relacionemos.
  •  Devemos fazer a nosso próximo o que nós mesmos reconhecemos que é bom e razoável. Em nossos tratos com os homens devemos colocar-nos no mesmo lugar e nas circunstâncias daqueles com os que nos relacionamos, e agir em conformidade com isso.
  • A Bíblia QUANTO a Lei áurea continua dizendo:

“Não fiqueis devendo coisa alguma a ninguém, a não ser o amor de uns para com os outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei. (…) O amor não faz o mal ao próximo. De modo que o amor é o cumprimento da lei” (Romanos 13. 8 e 10)

  • O amor é um princípio ativo de obediência de toda a lei. Não só evitemos o dano às pessoas, as conexões, a propriedade e o caráter dos homens, mas não façamos nenhuma classe de mal e ninguém, e ocupemo-nos de ser úteis em cada situação da vida.
  • Quando busco ser a minha opinião ser a única ou a minha razão prevalecer, devo pensar: “Será que gostaria que as pessoas fizessem assim comigo?”. O entendimento de viver o cotidiano na Igreja dentro da perspectiva do amor viceja um entendimento macro de que o amor prevalece à minha vontade, sobretudo o amor ao próximo sobrepuja minha razão quanto à determinadas questões.
  • Pois aquilo que aprovo, como diz o versículo não é pedra de tropeço para meu irmão, meu próximo.

 

CONCLUSÃO:

Várias vezes, em todas as esferas da vida, o cristão se vê confrontado com o fato de que deve examinar as coisas, não só na medida em que o afetam, mas também na medida em que afetam a outros. O homem, em certa medida, é sempre o guardião de seu irmão. É responsável, não só por si mesmo, mas também por todo aquele que esteja em contato com ele.

Série: Segredos para se tornar uma igreja amorosa – sermão 4

Série: Segredos para se tornar uma igreja amorosa (Rick Warren)

Texto básico: Romanos 14 e 15

Introdução: Manter uma atmosfera harmoniosa; Atrair como imã as pessoas; Recebe com amor os visitantes;

“Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu, para glória de Deus.” (Romanos 15:7)

SERMÃO 4 | A Igreja tem sensibilidade quanto à liberdade.

 

 “Não destruas a obra de Deus por causa da comida. Todas as coisas, na verdade, são limpas, mas é mau para o homem o comer com escândalo”. (Romanos 14.20)

INTRODUÇÃO:

  • Devemos cuidar-nos de dizer e fazer coisas que possam fazer que outros tropecem e caiam. Um significa um grau menor de ofensa, o outro um maior, os quais podem ser ocasião de pena ou de culpa para nosso irmão.
  • Quando minha liberdade limita o trabalho de Deus, então eu tenho um problema. Eu tenho que ser sensível à forma como a minha liberdade, potencialmente, provoca um irmão mais fraco a tropeçar.
  • Não posso servir de escândalo para meu irmão cair, pecar ou se afastar. Quando faço isso estou sendo insensível quanto à minha liberdade. Alguém pode dizer: “Não estou nem ai!”, mas essa perspectiva é totalmente carnal e até demoníaca.
  • Como fazer para que minha liberdade não provoque escândalo ao meu irmão? Como desenvolver atitudes condizentes à minha fé e prática sem trazer problemas ao meu irmão?
  • Desenvolvo à luz do texto 3 indicações e convido você a refletir junto comigo:

 

  1. 1.     DIZENDO NÃO AO “EU” E SIM A “NÓS”

“Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus” (Efésios 2.19)

  • Na família não dizemos mais, isso é meu, dizemos isso é nosso. Agora fazemos parte de uma família, essa família chamada Igreja tem tudo, e tudo é de todos. Ninguém pode dizer que isso ou aquilo é seu, mas que o que tem aqui é de todos.
  • Quando coloco o EU acima do NÓS vemos um espírito de rebeldia aos ensinos de Jesus e sobretudo ao entendimento do Cristianismo que Deus é tudo em todos.

“E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos”.                          (1 Coríntios 12.6)

“Quando, porém, todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos”. (1 Coríntios 15.28)

“…no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos.” (Colossenses 3.11)

  • Ainda que alguns sejam fracos e outros são fortes, todos devem, não obstante, estar de acordo em não viver para si mesmos. Ninguém que tenha dado seu nome a Cristo tem permissão para ser egoísta; isso é contrário ao cristianismo verdadeiro.

“Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo?” (Lucas 9.23-25)

  • A atividade de nossas vidas não é comprazer a nós mesmos, senão comprazer é o que faz a Cristo o todo em tudo. Embora os cristãos sejam de diferentes forças, capacidades e costumes em questões menores, ainda assim, todos são do Senhor; todos olham a Cristo, o servem e buscam ser aprovados por Ele.

“Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Romanos 11.36)

  1. 2.     ENTENDER QUE JULGAR É PERIGOSO, DEIXA ISSO COM DEUS.

“Como poderás dizer a teu irmão: Deixa, irmão, que eu tire o argueiro do teu olho, não vendo tu mesmo a trave que está no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão”. (Lucas 6.42)

  • Devemos julgar-nos a nós mesmos, e julgar nossos próprios atos, porém sem fazer de nossa palavra uma lei para ninguém. Não devemos julgar duramente os nossos irmãos sem ter base. Não devemos fazer o pior da gente. Aqui há uma repreensão justa para todos os que brigam com seus irmãos por faltas pequenas, enquanto eles se permitem as grandes.
  •  Alguns pecados são como ciscos, enquanto que outros são como vigas; alguns são como um mosquito, e outros são como um camelo. Não é que haja pecado pequeno; se for como um cisco ou um argueiro, está no olho; se for um mosquito, está na garganta; ambos são dolorosos e perigosos, e não podemos estar nem cômodos até que saiam.
  • O que a caridade nos ensina a chamar não mais que palha no olho alheio, o arrependimento e a santa tristeza nos ensinará a chamá-lo de viga no nosso. Estranho é que um homem possa estar num estado pecaminoso e miserável, e não percebê-lo, como um homem que tem uma viga em seu olho e não a leva em conta; mas o deus deste mundo lhes cega o entendimento.
  • Aqui há uma boa regra para os que julgam: primeiro reformem-se a vocês mesmos.

“Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo”. (Hebreus 10:30)

“Se alguém julga saber alguma coisa, com efeito, não aprendeu ainda como convém saber”. (1 Coríntios 8.2)

“Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz”. (Tiago 4.11)

“Ora, se invocais como Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação” (1 Pedro 1.17)

  • Ele é o Senhor dos que estão vivos e os conduz; e aos que estão mortos, os revive e levanta. Os cristãos não devem julgar-se nem desprezar-se uns a outros, porque tanto uns como outros devem render contas daqui a pouco.
  • Uma consideração do crente acerca do grande Dia do Juízo, deveria silenciar os juízos apressados. Que cada homem esquadrinhe seu coração e sua vida; aquele que é estrito para julgar-se e humilhar-se, não é apto para julgar e desprezar a seu irmão.

“Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus”. (Romanos 14.10)

 

  1. 3.     LEMBRAR-SE: OLHE PARA VOCÊ PRIMEIRAMENTE, OLHE O SEU PECADO

3 encontros com Jesus me fazem desenvolver esse pensamento: Zaqueu, a mulher adúltera e o jovem rico.

1º Zaqueu – ao encontrar-se com Jesus, seu afã era uma mudança de vida, ele queria ver Jesus, e Jesus fez mais, foi à sua casa. Esse encontro com Jesus fez Zaqueu olhar para seu pecado e mudar de vida.

“Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais”. (Lucas 19.8)

  • Zaqueu publicamente deu provas de ter chegado a ser um verdadeiro converso. Não busca ser justificado por suas obras como o fariseu, mas por suas boas obras demonstrará a sinceridade de sua fé e o arrependimento pela graça de Deus.
  • Ele olhou para si primeiramente, viu que o dinheiro, a fama, a posição social e sua ação corrupta quanto aos impostos lhe impediam de ter um relacionamento com Jesus.
  • Ao olharmos primeiramente para nossos impedimentos, teremos com toda convicção um bom entendimento quanto a minha liberdade e quanto aquém estou de julgar alguém.

2º A mulher adúltera – acusada por homens que queriam testar Jesus, levam-na para o apedrejamento (julgamento sumário para alguém pega em adultério). Ao falarem com Jesus eles são surpreendidos com um julgamento pessoal inquestionavelmente necessário antes de julgarmos alguém:

“Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra”. (João 8.7)

  • Cristo não achou defeito na lei nem escusou a culpa da mulher prisioneira; tampouco levou em conta o pretendido zelo dos fariseus. Condenam-se a si mesmos os que julgam outrem e, ainda assim, fazem o mesmo. Todos os que de alguma forma são chamados a culpar as faltas do próximo, estão especialmente preocupados em olhar-se a si mesmos e manter-se puros.

“Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas.   Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade contra os que praticam tais coisas. Tu, ó homem, que condenas os que praticam tais coisas e fazes as mesmas, pensas que te livrarás do juízo de Deus?” (Romanos 2.1-3)

3º Jovem Rico – homem que chama o Mestre de bom, que era cumpridor de suas tarefas religiosas, mas que tinha a dúvida de como herdar a vida eterna. Sua dúvida assumida, não apenas como uma questão teológica, vingou ser uma carga pecaminosa pesada que ele insistiu em carregar. Jesus indicou a ele:

“Ouvindo-o Jesus, disse-lhe: Uma coisa ainda te falta: vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois, vem e segue-me”. (Lucas 18.22)

  • Muitos têm muitas coisas elogiáveis em si, mas perecem por falta de uma coisa; este rico não podia aceitar as condições de Cristo que o separariam de seu patrimônio.
  • Muitos que detestam deixar a Cristo, contudo, o deixam. Depois de longa luta com suas convicções e suas corrupções, ganham as corrupções. Lamentam-se muito de não poder servir ambos, mas se devem deixar a um, deixarão a seu Deus, ao seu lucro mundano.
  • Aquele homem olhou primeiramente para seus  bens, não pensou em seus pecados, na verdade seus pecado era o amor as coisas materiais, o amor ao mundo. Por isso não deixou Jesus imperar em sua vida.
  • Quando não deixo minha liberdade para abençoar meu irmão que se escandaliza comigo, faço como o jovem rico, penso mais em mim e nas minhas coisas que no Senhor Jesus.

 

CONCLUSÃO:

O ponto de Paulo em Romanos é, se eu precisar limitar a maneira que eu me visto, tudo bem, eu vou limitar a forma como me visto. Eu não vou me limitar de legalismo. Estou limitando-me, porque eu quero para ministrar às pessoas que podem não estar madura o suficiente para aceitar uma forma diferente de se vestir. Alma de outras pessoas são muito mais importantes do que a minha liberdade.

Série: Segredos para se tornar uma igreja amorosa – Sermão 3

focoSérie: Segredos para se tornar uma igreja amorosa (Rick Warren)

Texto básico: Romanos 14 e 15

Introdução: Manter uma atmosfera harmoniosa;  Atrair como imã as pessoas; Recebe com amor os visitantes;

“Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu, para glória de Deus.” (Romanos 15:7)

SERMÃO 3 | A Igreja foca no que é realmente importante

Texto básico: Romanos 14.16

Aquilo que é bom para vocês não se torne objeto de maledicência. (Romanos 14:16)

Rom 14:16  Não faça nada que motive censura contra você próprio, mesmo sabendo que aquilo que você faz está certo. (Viva)

Rom 14:16 Não dêem motivo para outros falarem mal daquilo que é bom para vocês. (Católica)

Rom 14:16  Não dêem motivo para os outros falarem mal daquilo que vocês acham bom. (NTLH)

INTRODUÇÃO:

Paulo está levantando uma questão muito citada no Antigo Testamento, em Provérbios 3.3-4 vemos isso.

“Que o amor e a fidelidade jamais o abandonem; prenda-os ao redor do seu pescoço, escreva-os na tábua do seu coração. Então você terá o favor de Deus e dos homens, e boa reputação”. (Provérbios 3.3-4)

 

O caráter cristão nunca deve estar abaixo dos altos padrões morais e éticos dos evangelhos, de outra forma, provocará o desdém e a zombaria dos incrédulos, prejudicando a boa reputação do evangelho (2 Cor. 8.21; 1 Tim 3.7)

“…  pois estamos tendo o cuidado de fazer o que é correto, não apenas aos olhos do Senhor, mas também aos olhos dos homens”. (2 Coríntios 8.21)

“Também deve ter boa reputação perante os de fora, para que não caia em descrédito nem na cilada do diabo”. (1 Timóteo 3:7 )

Paulo cita nesses textos que Deus é o mais importante para nossas vidas, mas diz também que as pessoas são importantes, que nosso testemunho deve ensejar mostrar a santidade peculiar a um discípulo de Jesus.

Paulo está dizendo que a essência do cristianismo não é externa, mas interna. Ao se concentrar nas coisas que são internas – eternamente importante – podemos então colocar-se com uma série de peculiaridades externas, falhas e gafe e assim dar maus testemunhos.

Quando nos concentramos naquilo que realmente importa, nosso objetivo é agradar ao Senhor, nosso maior prazer é servir ao Senhor, não nos importamos mais com superficialidades.

Deixe-me dar-lhe um exemplo: Voltar em 1917, como os bolcheviques  agarraram as rédeas do poder através de uma revolução na Rússia, os sacerdotes da Igreja Ortodoxa estavam em um acalorado debate sobre quanto tempo as borlas deve estar em suas vestes. Eles ignoraram a revolução bolchevique, e em vez disso, dividir sua igreja discutindo sobre este assunto trivial! Através disso, eu aprendi que a maioria das igrejas não dividida em questões importantes. Eles se separaram mais triviais, tolas coisas pequenas. E Paulo está fazendo o apelo: Não seja desviado por questões menores.

 

O que fazer então para nos desfocarmos daquilo que é importante, não deixarmos que questões menores atrapalhem nossas vidas, famílias e Igreja.

1)    ENTENDA A QUEM VOCÊ SERVE

A palavra Senhor aparece na Bíblia em 6.838 versículos e 8048 vezes. A Bíblia não está interessada em provar a existência de Deus, ela diz que Deus existe e que é Senhor.

Servimos a Deus, a Ele devemos nossas vidas, nossa salvação, nossa família, nosso trabalho, nosso sustento. Ele é tudo em todos.

“Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém!” (Romanos 11.36)

 

       D. A. Carson faz uma pergunta instigante: DEUS PRECISA DE NÓS? Vejamos o que a Bíblia diz:

“O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há é o Senhor do céu e da terra, e não habita em santuários feitos por mãos humanas. Ele não é servido por mãos de homens, como se necessitasse de algo, porque ele mesmo dá a todos a vida, o fôlego e as demais coisas”. (Atos 17. 24 e 25)

Você poderia até se escandalizar, mas é verdade, Deus não precisa de nós. Ele não precisa de cantores, de pastores, de nosso dinheiro etc. Ele não se sente só e espera por nós, Ele não precisa de nossa adoração. Não precisa de nada. Ele não criou o homem porque estava sozinho.

Isso não significa que Ele não nos ame e não nos corresponda, isso não significa que Ele não se deleite com nosso culto, mas faz isso não por necessidade, mas por total determinação de sua vontade e perfeição.

 

De um só fez ele todos os povos, para que povoassem toda a terra, tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar. Deus fez isso para que os homens o buscassem e talvez, tateando, pudessem encontrá-lo, embora não esteja longe de cada um de nós. ‘Pois nele vivemos, nos movemos e existimos’, como disseram alguns dos poetas de vocês: ‘Também somos descendência dele’.   “Assim, visto que somos descendência de Deus, não devemos pensar que a Divindade é semelhante a uma escultura de ouro, prata ou pedra, feita pela arte e imaginação do homem.  No passado Deus não levou em conta essa ignorância, mas agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam. (Atos 17. 26 a 30)

2)    QUEM VOCÊ SERVE ENTENDE VOCÊ

“Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo”. (Hebreus 2.17)

               Para que Jesus pudesse cumprir a Lei por completo e seu sacrifício fosse verdadeiro diante de Deus para redimir os homens, Jesus veio ao mundo e passou por todas as dificuldades que um homem passaria. Isso era necessário pois providenciou todos os poderes legais para oferecer o resgate ao homem pelo pecado de Adão.

Por isso Deus nos entende, Ele se fez carne e habitou entre nós, Ele passou pelo que você passa. Porém não podemos cruzar os braços e deixar de realizar a obra de Deus, mesmo sendo homem Jesus cumpriu sua missão e nos deixou os passos para seguirmos.

3)    SERVIR A DEUS REQUER SERVIR TAMBÉM A HOMENS

“… pois estamos tendo o cuidado de fazer o que é correto, não apenas aos olhos do Senhor, mas também aos olhos dos homens”. (2Coríntios 8:21)

  • O verdadeiro servo de Deus entende que ele serve a Deus e se preocupa com Ele que tudo vê, mas também é avaliado pela Igreja que quer ver em nós a maneira correta, ética e honesta com que vive a sua vida de servo.

“Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”. (Marcos 10.45)

  • Esse verso de Marcos denota sua síntese, mostra aquele evangelho que o Senhor Jesus veio ao mundo como o Único Servo (só Ele é bom, só Ele é a síntese do bem), Ele viveria e entregaria sua vida para resgatar (palavra no original grego que denota o preço para a libertação de um escravo)
  • No Novo Testamento vemos dois verbetes para o significado de SERVO: diakonos, aqui usada para demonstrar essa atitude de Jesus, bem como o serviço voluntário, movido pelo amor, de um cristão ao seu próximo. SERVO: doulos,  denota o serviço obrigatório do escravo, relacionado ao nosso procedimento dentro da comunidade cristã.
  • Quando vejo esses significados lembro-me das Palavras de Jesus quanto ao nosso trabalho:

“… e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos”. (Marcos 10.44)

 

4)     SERVIR É MUITO MAIS QUE FAZER UMA TAREFA É FOCAR EM DEUS

“Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo”. (Filipenses 2.3)

 

  • Os maiores inimigos da Igreja é o egoísmo, a vaidade pessoal e o “complexo messiânico” (aquela tendência de querer resolver todos os problemas do mundo, e quem é contra, é inimigo).
  • Considerar o outro superior a si não significa desenvolver um complexo de inferioridade, baixa autoestima ou pieguice, mas sim por amor cristão – considerar o próximo digno de toda deferência e atendimento preferencial.

“Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros”. (Romanos 12.10)

 

“Focar no que é importante é focar em Deus, quando nossa vida eclesiástica ou nossas tarefas na Igreja mudam o foco, estamos cometendo um demérito ao conceito bíblico de serviço cristão”             (Pr. Jefferson Carnon Dantas)

 

“Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”. (Marcos 10.45)

Série: Segredos para se tornar uma igreja amorosa – sermão 2

VALOR DE CADA PESSOASérie: Segredos para se tornar uma igreja amorosa (Rick Warren)

Texto básico: Romanos 14 e 15

Introdução: Manter uma atmosfera harmoniosa;  Atrair como imã as pessoas; Recebe com amor os visitantes;

“Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu, para glória de Deus.” (Romanos 15:7)

SERMÃO 2 | A Igreja reconhece o valor de cada pessoa

Texto básico: Romanos 14.15b

“… Não destruas teu irmão por conta da comida, pois Cristo morreu também por ele”. (Romanos 14.15b)

INTRODUÇÃO:

Esse capítulo é um apelo a todos os cristãos para amarem uns aos outros, principalmente aos que são mais maduros ou como diria Paulo: “fortes”. A primeira parte desse verso é instigante, se alguém se escandaliza conosco, não andamos em amor. Lembro-me do apóstolo João que diz:

“Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro. Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?” (1 João 4:19-20)

A questão no capítulo 14, como se diz no versículo 2, é que “Uma pessoa acredita que pode comer qualquer coisa, enquanto a pessoa fraco, come legumes.” Em outras palavras, alguns cristãos acreditam que é errado para eles para comer certas coisas e outros acreditam que é certo para eles para comer essas coisas. E a pergunta é: como se amar diante dessa situação?

Encerramos na última mensagem pensando no verso 13. Ao lermos podemos pensar que Paulo quer que não coloquemos nenhuma pedra ou obstáculo no caminho de alguém para ir ao céu. Isso é meio ameaçador, muito sério, de fato é, lembrando-se de João, quem não ama sue próximo não ama a Deus.

Reconhecer o valor do outro, amá-lo é ajudar seu irmão a chegar ao céu, ajudar o outro é um ato de fé e não de incredulidade ou piegas. Às vezes intencionamos amar e os outros dizem que somos bobos, mas Paulo diz não julguem ou desprezem seu irmão, não coloquem uma pedra de tropeço no caminho. Pelo contrário a Bíblia nos ensina que devemos um ajudar o outro:

“Pelo contrário, encorajem-se uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama “hoje”, de modo que nenhum de vocês seja endurecido pelo engano do pecado, pois passamos a ser participantes de Cristo, desde que, de fato, nos apeguemos até o fim à confiança que tivemos no princípio”.  (Hebreus 3:13-14)

               Como reconhecemos o valor de cada um? Quais atitudes e aspectos de nossa vida cristã precisam se intensificadas que desenvolvamos um intenso sentido de valorização do meu irmão em Cristo?

  1. Lembrar-se que Cristo morreu pelo irmão forte e fraco

No verso 15 Paulo quer dizer em outras palavras, que se seu irmão foi induzido à fazer ou pensar algo errado por sua atitude equivocada você não está mais andando em amor. Se você come e está destruindo seu irmão por quem Cristo morreu há algo pecaminoso nisso.

Da mesma maneira que quando não aceito o meu irmão e seu valor estou renegando o próprio sacrifício de Jesus quando Ele não rejeitou e eu o faço estou transgredindo o mandamento do amor e vivenciando uma máscara amorosa unilateral: Cristo me ama e eu não amo.

Cristo morreu por eles, como isso pode me ajudar a amá-lo?

  • Cristo deu a vida para salvar meu irmão, então tenho que me dar um pouco para salvar meu irmão, se você não pode dar um pouco de sua liberdade, seja comer ou beber algo, ou uma opinião divergente, você pode estar matando seu irmão.
  • Cristo ao morrer nos deu infinitos direitos, então também temos deveres, dentre os quais: amar, suportar e viver em paz.

“Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros”. (Romanos 12:10)

“… suportando-vos e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como o Senhor vos perdoou, assim fazei vós também”. (Colossenses 3:13)

“Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens”. (Romanos 12:18)

  1. Lembrar que a morte de Cristo nos traz meios para valorizar o irmão.

Cristo morreu por seu irmão. Seu amor em sua vida é comprado pelo sangue. Seu sacrifício da liberdade para a sua consciência é comprado pelo sangue. Amá-lo e assim trabalhar a eficácia da cruz em salvá-lo. Prove que por sua extensão do amor de Cristo, que Cristo, de fato, morreu por ele.

Eu demonstro amar meu irmão quando:

a)      O ajudo à perseverar (Mc. 13.13);

b)      Quando o ajudo a lutar contra o pecado (Romanos 8.13);

c)      E quando o exorto para não cair nos padrões mundanos (Hebreus 3.13)

A morte de Cristo comprou esses meios e tornou-os eficazes, você pode utilizá-los para valorizar seu irmão. Cristo morreu para fazer o seu amor eficaz ajudar o irmão mais fraco. ”A cruz não só compra a fé dos fracos, ela adquiriu também a fidelidade do forte”. (John Piper)

  1. Valorizar o irmão é saber que ele é uma pérola no Reino de Deus (Mateus 13.45-46)

Jesus conta nesta parábola que um negociante de pérola vendeu todas as suas pérolas para comprar a pérola valiosa. Essa parábola fala de valores, quem dá valor a algo faz tudo para obtê-la, então quando não objetivamos valorizar o nosso irmão estamos destituindo o que Jesus fez.

Jesus fez tudo, morreu por todos nós. Reconhecer o valor do outro ao ponto de entender que isso é valorizar o sacrifício de Jesus será melhor realizado. As pérolas daquele homem eram preciosas assim como tudo que ele tinha, porém em sua concepção mais preciosa era aquela que ele encontrou.

Todas as pérolas do Reino de Deus são valiosas. Quanto estamos dispostos a gastar para valorizá-las? Jesus deu tudo, você dará quanto?

A pérola é o resultado de uma reação natural do molusco contra invasores externos, como certos parasitas que procuram reproduzir-se em seu interior. Para isso, esses organismos perfuram a concha e se alojam no manto, uma fina camada de tecido que protege as vísceras da ostra. Ao defender-se do intruso, ela o ataca com uma substância segregada pelo manto, chamada nácar ou madrepérola, composta de 90% de um material calcário – a aragonita (CaCO3) -, 6% de material orgânico (conqueolina, o principal componente da parte externa da concha) e 4% de água. Depositada sobre o invasor em camadas concêntricas, essa substância cristaliza-se rapidamente, isolando o perigo e formando uma pequena bolota rígida. As pérolas perfeitamente esféricas só se formam quando o parasita é totalmente recoberto pelo manto, o que faz com que a secreção de nácar seja distribuída de maneira uniforme. (Revista Mundo Estranho. http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-a-ostra-produz-a-perola).

Pensando nisso, imagine o valor que podemos dar um ao outro, todos na Igreja valorizando-nos como uma pérola, assim nós poderíamos estar mais fortes, reagindo contra os inimigos da Igreja e trazendo a comunhão a Igreja. Isso seria tão lindo como uma pérola valiosíssima.

Finalmente o Reino dos céus é única realidade duradoura, o seu valor é incalculavelmente precioso, a pessoa realmente ávida por obter os seus benefícios, uma vez confrontada com eles, prontamente deixa tudo que tem de mais valioso, fará o sacrifício necessário, mesmo que isso seja a sua própria vida.

Conclusão:

  • Pessoas podem ser desagradáveis, podem ser imaturos, mas Cristo morreu por eles. E não se esqueça disso!
  • Quando você começa a ficar chateado com alguém em sua área de ministério ou na igreja, lembre-se: Cristo morreu por essa pessoa. Isso mostra o quão valioso e eles são importantes para Deus.
  • Que direito eu tenho de ferir as pessoas para Cristo morreu? A resposta é: eu não tenho o direito. Fique sintonizado com a sua importância para Deus.

Série: Segredos para se tornar uma igreja amorosa – Sermão 1

Série: Segredos para se tornar uma igreja amorosa (Rick Warren)

Texto básico: Romanos 14 e 15

Segredos logo

 

 

Introdução: Manter uma atmosfera harmoniosa;  Atrair como imã as pessoas; Recebe com amor os visitantes;

“Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu, para glória de Deus.” (Romanos 15:7)

SERMÃO 1 | A igreja está empenhada em ajudar um ao outro.

Texto básico: Romanos 14.1-12

INTRODUÇÃO:

Neste texto Paulo trata de um problema que aconteceu na Igreja de Roma, mas que também é um problema contínuo nas igrejas de hoje, que está sempre pedindo uma solução. Havia na Igreja de Roma duas linhas de pensamento. Os que criam que os velhos dogmas do Judaísmo tinha desaparecido, criam que o que comessem, o que bebessem e em que dia fizessem isso não fazia diferença, isso não era mais pertinente, que as listas de animais incabíveis a ingestão e o dia de sábado já não tinham vigência.

Paulo deixa claro que este é o seu ponto de vista e da fé cristã real e plena. Porém haviam aqueles que estavam cheios de escrúpulos, criam que a comida, a observância de um dia podiam ser pecaminosos se não convergentes a fé judaica. Paulo os chama de fracos na fé. O que quer dizer isso?

Duas razões:

1ª Aqueles irmãos não haviam descoberto o significado da liberdade cristã; eram legalistas; o Cristianismo era uma questão de regras e regulamentos; a vida deveria ser a observância de uma série de leis, eles ficavam atemorizados perante a liberdade cristã.

2ª Porque não se libertaram ainda da crença na eficácia das obras (ver Efésios 2.9). Criam diferentemente da graça de Deus, ainda pensavam mais no que podem fazer por Deus que no que Deus tem feito por eles.

Havia naquela Igreja uma falta de compreensão mútua e que poderia trazer sérios problemas para a comunhão da Igreja, havia ali grupos que distintos denegriam o conceito de Corpo de Cristo, desta feita tende-se a compreender que essa Igreja precisava de orientações, por isso Paulo descreve e mostra alguns conceitos de convivência para aquela Igreja que também nos favorece hoje, podendo nos fazer compreender como ser uma Igreja amorosa.

Uma Igreja amorosa vive na dinâmica da ajudar o outro, vejamos como:

 

  1. AJUDAREMOS O OUTRO ACOLHENDO-O (v.1)

Paulo ordena os irmãos mais fortes, que acolham essas pessoas, e não as cerquem e ataquem com contínuas critica e nem os que chegam devem criticar os demais. O apóstolo declara que esse tal deve ser recebido, mas não com o propósito de alimentar contendas sobre dúvidas (Moody).

Este problema não está circunscrito à época de Paulo. Até nossos dias há na Igreja dois pontos de vista. Um é o ponto de vista mais amplo e liberal que não vê nenhum perigo em muitas coisas, e que aceitam que muitos prazeres inocentes — a seu modo de ver — se desenvolvam na Igreja. E há o ponto de vista mais estreito, mais estrito, que se escandaliza e ofende com muitas coisas nas quais a pessoa liberal não vê dano alguém.

Aquele que come não deve constantemente desprezar aquele que não come. Aquele que não come não deve constantemente condenar aquele que come. O comer ou não comer certos alimentos, para o Cristão, não constitui em si mesmo uma questão moral. É simplesmente uma questão de preferência. Presentemente, entretanto, Paulo mostra que pode se transformar em uma questão moral. (Moody)

Quando estamos diante de alguém que tem um ponto de vista mais estreito, devemos evitar três atitudes:

1ª ATITUDE – IRRRITAÇÃO – ficar incomodado e impaciente com tal pessoa não conduz a nada, precisamos primeiramente nos esforçar por ver o ponto de vista dessa outra pessoa, de simpatizar e entende-la.

2ª ATITUDE – RIDICULARIZAÇÃO – Ninguém fica feliz quando percebe que o que ele crê desperta risadas. É um grande pecado rir das crenças do outro. Poderão parece mais preconceito que crença, quando se ri aumenta-se a distancia e a rigidez.

3ª ATITUDE – DESDÉM – é um grande engano qualificar uma pessoa com pontos de vista diferente do nosso com desprezo. As crenças de um homem devem ser tratadas com respeito, só se ganha uma alma se tivermos respeito por ela. De todas atitudes para com nossos semelhantes, a menos cristã é o desdém.

“O que despreza ao seu próximo peca, mas o que se compadece dos humildes é bem-aventurado”. (Provérbios 14:21)

          Sem essas atitudes poderemos ter uma vida cheia de alegrias em nossa comunidade de fé:

  • Imagine uma igreja onde todos se ajudam;
  • Imagine uma igreja onde todos estão comprometidos em cooperador, construir e torcer pelo outro;
  • Que moral essa igreja teria?

 

2. AJUDAREMOS O OUTRO MOSTRANDO APREÇO (14.7)

Porque nenhum de nós vive exclusivamente para si, e nenhum de nós morre apenas para si mesmo. (14.7)

          Para encarar este problema, Paulo estabelece um grande princípio. Ninguém tem direito a criticar o servo de outro. O servo responde só a seu amo. Agora, todos os homens são servos de Deus. Não temos direito de criticá-los, achar falhas neles, e muito menos, condená-los. Esse direito só pertence a Deus.

Quando egoisticamente nos posicionamos em nossa fortaleza opiniosa estamos desobedecendo a Deus e menosprezando o próximo. O verso acima traz o entendimento que não vivemos só para nós, vivemos para Deus e para o nosso semelhante.

Ainda que alguns sejam mais fracos e outros mais fortes, não obstante, todos devem estar de acordo e não viver para si mesmos. Ninguém que tenha dado o seu nome a Cristo tem permissão para ser egoísta; isso é contrário ao cristianismo verdadeiro. A atividade de nossas vidas não é agradarmos a nós mesmos, mas agradar a Deus.

O entendimento que não vivemos para nós somente, mostra que temos que ter apreço ao semelhante, imagine isso quando o assunto são os nossos irmãos em Cristo. Mostrar apreço é obedecer a imprecação bíblica de considerar o outro mais importante que nós:

O SENHOR eleva os humildes, e abate os ímpios até à terra. Salmos 147:6

Portanto, aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus. Mateus 18:4

Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos; Romanos 12:16

Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, Efésios 4:2

Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. Romanos 12:10

Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos; Romanos 12:16 (RC)

Vivei em concórdia entre vós. Não sejais arrogantes, mas adotai um comportamento humilde para com todos. Não sejais sábios aos vossos próprios olhos. Romanos 12.16 (KJ)

          Neste verso do capítulo 12 o apóstolo Paulo reflete um antigo conceito citado em Provérbios 3.3-4.  Antigo, mas atualíssimo.

Que o amor e a fidelidade jamais o abandonem; prenda-os ao redor do seu pescoço, escreva-os na tábua do seu coração. Então você terá o favor de Deus e dos homens, e boa reputação. (Provérbios 3:3-4)

COMO DEMONSTRAMOS APREÇO?

  • Qual foi a última vez que você elogiou alguém, sua roupa, seu cabelo, seus estudos, sua família, suas atitudes?
  • Já imaginou como seria bom mandar um email, sms ou escrever um bilhete para 5 pessoas da igreja dizendo: “Eu aprecio você”, e esses 5 mandarem para outros 5.
  • O empenho é algo que devemos mostrar, assim também como o apreço. Vejamos o que diz esse verso:

“Por isso, esforcemo-nos em promover tudo quanto conduz à paz e ao aperfeiçoamento mútuo”. (14:19)

  • Paulo nos instrui a ser nossa meta construir os outros. Ele quer que nos tornemos como Barnabé (Filho da Consolação). Você já imaginou ser conhecido como um encorajador, como alguém que incentivou muitos. Eu não posso pensar em qualquer coisa melhor para ser dito.
  • A vida é dura, e há pessoas o suficiente desencorajar do mundo. Precisamos de uma banda inteira – um exército – de incentivadores!

LISTA DE TEXTOS QUE NOS INCENTIVA A DEMONSTRAR APREÇO:

“Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros”. (João 15.17)

“sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo”. (Efésios 5.21)

“Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras”. (1 Tessalonicenses 4.18)

“Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo”. (2 Coríntios 13.12)

“Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo”. (Efésios 4.32)

“Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu, para glória de Deus”. (Romanos 15.7)

          A expressão “uns aos outros” aparece 88 vezes no Novo Testamento. É a mais intensa forma de declarar que devemos expressar nossa comunhão e apreço ao nosso irmão.

 

3. AJUDAREMOS O OUTRO AUXILIANDO EM SUA FRAQUEZA

 

“Portanto, abandonemos o costume de julgar uns aos outros. Em vez disso, apliquemos nosso coração em não colocarmos qualquer pedra de tropeço ou obstáculo no caminho do irmão” (Romanos 14:13)

          Jogar dominó, jogar UNO, jogar videogame pode parecer normal para muita gente, isso é lúdico, isso é diversão, isso é legal. Porém existem pessoas que acham isso errado para crentes, julgam esse tipo de diversão como pecaminosa.

Nesse verso Paulo é muito claro. É um dever cristão pensar em tudo, não como nos afeta, mas também como afeta a outros. Note que nesse verso Paulo NÃO diz que devamos sempre deixar que nossa conduta seja dominada e ditada pelas opiniões, ou até preconceitos de outros; há questões que são princípios, quanto a isso não vamos mudar.

Mas há muitas coisas como os jogos, são neutras e indiferentes; há muitas coisas que não são em si mesmos nem boas nem más; passatempos, hábitos e costumes, que a pessoa não precisa fazer, a menos que queira. Não são partes essenciais da vida e da conduta, são nessas coisas diz Paulo que não temos o direito de ofender a um irmão mais escrupuloso. Não temos direito de afligir e ultrajar sua consciência pelo ato de nós mesmos fazê-las ou persuadindo a essa pessoa que as faça.

Adianto a você que isso só se torna pecado quando vira um vício e você deixa de estar com Deus, com a família e com a Igreja para jogar. Não vejo nada de errado de nos reunirmos para uma “brincadeira” com um jogo de mesa ou um console eletrônico. Mas e eu sei que vou escandalizar alguém por que fazê-la deliberadamente? Isso contradiz o verso acima.

Vejamos mais versos:

Mas qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e que fosse lançado no mar. (Marcos 9:42)

Pelo que, se a comida fizer tropeçar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para não servir de tropeço a meu irmão. (1 Coríntios 8.13)

          O conceito aqui é que o que depender de nós devemos ajudar o outro em sua fraqueza de compreender nossa maneira de viver a fé, mas se isso não for entendido, devo eu aplicar em meu coração não colocar qualquer obstáculo entre nossa comunhão. (comer carne sufocada ou a ídolos).

“Assim, esse irmão fraco, por quem Cristo morreu, é destruído por causa do conhecimento que você tem. Quando você peca contra seus irmãos dessa maneira, ferindo a consciência fraca deles, peca contra Cristo. Portanto, se aquilo que eu como leva o meu irmão a pecar, nunca mais comerei carne, para não fazer meu irmão tropeçar”. (1 Coríntios 8.11-13 – NVI)

 

CONCLUSÃO:

A vida da Igreja deve ser guiada pelo princípio do amor; se fizermos isto, nosso guia na vida será pensar, não tanto em  nossos supostos direitos de fazer o que quisermos, mas em nossa responsabilidade com o outro. Não temos o direito de afligir o outro nas coisas que não importam.

A liberdade cristã nunca deve ser usada como uma desculpa para atropelar os sentimentos alheios.  Nenhum prazer é tão importante que justifique o ofender a angustiar e até causar ruína de outros. (William Barclay)

Agostinho costumava a dizer que toda a ética cristã, podia incluir-se no dito “Ame a Deus e faça o que quiser.” Em certo sentido é verdade, mas o cristianismo não consiste só em amar a Deus, consiste também em amar o próximo como a nós mesmos.

Que Deus nos abençoe!

UMA GERAÇÃO SEM SUPER-HERÓIS

A nó-tícia ruim é que nossos super-heróis morreram, nem heróico podem ser, por que não é assim que se escreve, heroico é assim agora. Bem, as coisas mudam rapidamente, nossos heróis são meras lembranças esfarrapadas e mofadas, com o malvado tempo que passa ligeiro. Essa informação pode dar um nó na mente de muitos, pode trazer novos elementos e paradigmas para outros, mas pode também trazer em seu bojo uma conjuntura multifacetada que mobiliza e côngrua para uma formulação plural, visto que em tantas operações midiáticas o non-sense é mais enfatizado e o antigo herói é imobilizado.
A pós-modernidade gera uma gama de heróis que não tem clareza do que são, se são heróis ou não. A relativização é uma fome constante de se observar um ser não ser, um não ser o que não importa. Por isso os “nossos heróis morreram de overdose” (Cazuza).
A maioria das pessoas que tem mais de 30 e 40 anos não consegue verbalizar ou se organizar com a nova configuração do mundo dos desenhos, quadrinhos e filmes de ação. Na TV era claro identificar quem era o mocinho e quem era o bandido. Hoje não se vê mais características afins do Brutus ou Lex Luthor, isso é realmente insano, pois os heróis caíram do cavalo e se mostram não como um pólo único positivo, eles não são mais capazes de morrer por sua missão, eles até dão um jeitinho para vencerem, mesmo que isso não seja correto.
Lembro-me do Zorro que há anos era um cara ético e cheio de moral, o último Zorro que vi era um pilantra, festeiro e meio afeminado; assim como o garoto prodígio, o Robin que ultimamente desconfiaram até de sua masculinidade. Essa relativização é alienante, pois gera um grupo de pessoas que não teem uma formulação concreta de axiomas.
Mataram nossos heróis, mas pelo menos lembramo-nos deles. O que fazer com essa geração sem super-heróis? Meu Pai! O que pensar de alguém que não terá como paradigma o super-homem-de-aço que destrói o inimigo e tudo fica em paz? O que vivenciar em uma geração que não sabe que lado (bem ou mal) está o personagem central de seus quadrinhos? O que pode nascer? Desesperança? Caos? Pânico? Talvez ninguém queira saber mais do Capitão América ou do Lanterna Verde, mas nós sabemos e sabemos de que lado eles estão.
Jefferson Carnon Dantas, pedagogo e pastor.