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Série: Segredos para se tornar uma igreja amorosa – sermão 4

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Série: Segredos para se tornar uma igreja amorosa (Rick Warren)

Texto básico: Romanos 14 e 15

Introdução: Manter uma atmosfera harmoniosa; Atrair como imã as pessoas; Recebe com amor os visitantes;

“Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu, para glória de Deus.” (Romanos 15:7)

SERMÃO 4 | A Igreja tem sensibilidade quanto à liberdade.

 

 “Não destruas a obra de Deus por causa da comida. Todas as coisas, na verdade, são limpas, mas é mau para o homem o comer com escândalo”. (Romanos 14.20)

INTRODUÇÃO:

  • Devemos cuidar-nos de dizer e fazer coisas que possam fazer que outros tropecem e caiam. Um significa um grau menor de ofensa, o outro um maior, os quais podem ser ocasião de pena ou de culpa para nosso irmão.
  • Quando minha liberdade limita o trabalho de Deus, então eu tenho um problema. Eu tenho que ser sensível à forma como a minha liberdade, potencialmente, provoca um irmão mais fraco a tropeçar.
  • Não posso servir de escândalo para meu irmão cair, pecar ou se afastar. Quando faço isso estou sendo insensível quanto à minha liberdade. Alguém pode dizer: “Não estou nem ai!”, mas essa perspectiva é totalmente carnal e até demoníaca.
  • Como fazer para que minha liberdade não provoque escândalo ao meu irmão? Como desenvolver atitudes condizentes à minha fé e prática sem trazer problemas ao meu irmão?
  • Desenvolvo à luz do texto 3 indicações e convido você a refletir junto comigo:

 

  1. 1.     DIZENDO NÃO AO “EU” E SIM A “NÓS”

“Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus” (Efésios 2.19)

  • Na família não dizemos mais, isso é meu, dizemos isso é nosso. Agora fazemos parte de uma família, essa família chamada Igreja tem tudo, e tudo é de todos. Ninguém pode dizer que isso ou aquilo é seu, mas que o que tem aqui é de todos.
  • Quando coloco o EU acima do NÓS vemos um espírito de rebeldia aos ensinos de Jesus e sobretudo ao entendimento do Cristianismo que Deus é tudo em todos.

“E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos”.                          (1 Coríntios 12.6)

“Quando, porém, todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos”. (1 Coríntios 15.28)

“…no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos.” (Colossenses 3.11)

  • Ainda que alguns sejam fracos e outros são fortes, todos devem, não obstante, estar de acordo em não viver para si mesmos. Ninguém que tenha dado seu nome a Cristo tem permissão para ser egoísta; isso é contrário ao cristianismo verdadeiro.

“Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo?” (Lucas 9.23-25)

  • A atividade de nossas vidas não é comprazer a nós mesmos, senão comprazer é o que faz a Cristo o todo em tudo. Embora os cristãos sejam de diferentes forças, capacidades e costumes em questões menores, ainda assim, todos são do Senhor; todos olham a Cristo, o servem e buscam ser aprovados por Ele.

“Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Romanos 11.36)

  1. 2.     ENTENDER QUE JULGAR É PERIGOSO, DEIXA ISSO COM DEUS.

“Como poderás dizer a teu irmão: Deixa, irmão, que eu tire o argueiro do teu olho, não vendo tu mesmo a trave que está no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão”. (Lucas 6.42)

  • Devemos julgar-nos a nós mesmos, e julgar nossos próprios atos, porém sem fazer de nossa palavra uma lei para ninguém. Não devemos julgar duramente os nossos irmãos sem ter base. Não devemos fazer o pior da gente. Aqui há uma repreensão justa para todos os que brigam com seus irmãos por faltas pequenas, enquanto eles se permitem as grandes.
  •  Alguns pecados são como ciscos, enquanto que outros são como vigas; alguns são como um mosquito, e outros são como um camelo. Não é que haja pecado pequeno; se for como um cisco ou um argueiro, está no olho; se for um mosquito, está na garganta; ambos são dolorosos e perigosos, e não podemos estar nem cômodos até que saiam.
  • O que a caridade nos ensina a chamar não mais que palha no olho alheio, o arrependimento e a santa tristeza nos ensinará a chamá-lo de viga no nosso. Estranho é que um homem possa estar num estado pecaminoso e miserável, e não percebê-lo, como um homem que tem uma viga em seu olho e não a leva em conta; mas o deus deste mundo lhes cega o entendimento.
  • Aqui há uma boa regra para os que julgam: primeiro reformem-se a vocês mesmos.

“Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo”. (Hebreus 10:30)

“Se alguém julga saber alguma coisa, com efeito, não aprendeu ainda como convém saber”. (1 Coríntios 8.2)

“Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz”. (Tiago 4.11)

“Ora, se invocais como Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação” (1 Pedro 1.17)

  • Ele é o Senhor dos que estão vivos e os conduz; e aos que estão mortos, os revive e levanta. Os cristãos não devem julgar-se nem desprezar-se uns a outros, porque tanto uns como outros devem render contas daqui a pouco.
  • Uma consideração do crente acerca do grande Dia do Juízo, deveria silenciar os juízos apressados. Que cada homem esquadrinhe seu coração e sua vida; aquele que é estrito para julgar-se e humilhar-se, não é apto para julgar e desprezar a seu irmão.

“Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus”. (Romanos 14.10)

 

  1. 3.     LEMBRAR-SE: OLHE PARA VOCÊ PRIMEIRAMENTE, OLHE O SEU PECADO

3 encontros com Jesus me fazem desenvolver esse pensamento: Zaqueu, a mulher adúltera e o jovem rico.

1º Zaqueu – ao encontrar-se com Jesus, seu afã era uma mudança de vida, ele queria ver Jesus, e Jesus fez mais, foi à sua casa. Esse encontro com Jesus fez Zaqueu olhar para seu pecado e mudar de vida.

“Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais”. (Lucas 19.8)

  • Zaqueu publicamente deu provas de ter chegado a ser um verdadeiro converso. Não busca ser justificado por suas obras como o fariseu, mas por suas boas obras demonstrará a sinceridade de sua fé e o arrependimento pela graça de Deus.
  • Ele olhou para si primeiramente, viu que o dinheiro, a fama, a posição social e sua ação corrupta quanto aos impostos lhe impediam de ter um relacionamento com Jesus.
  • Ao olharmos primeiramente para nossos impedimentos, teremos com toda convicção um bom entendimento quanto a minha liberdade e quanto aquém estou de julgar alguém.

2º A mulher adúltera – acusada por homens que queriam testar Jesus, levam-na para o apedrejamento (julgamento sumário para alguém pega em adultério). Ao falarem com Jesus eles são surpreendidos com um julgamento pessoal inquestionavelmente necessário antes de julgarmos alguém:

“Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra”. (João 8.7)

  • Cristo não achou defeito na lei nem escusou a culpa da mulher prisioneira; tampouco levou em conta o pretendido zelo dos fariseus. Condenam-se a si mesmos os que julgam outrem e, ainda assim, fazem o mesmo. Todos os que de alguma forma são chamados a culpar as faltas do próximo, estão especialmente preocupados em olhar-se a si mesmos e manter-se puros.

“Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas.   Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade contra os que praticam tais coisas. Tu, ó homem, que condenas os que praticam tais coisas e fazes as mesmas, pensas que te livrarás do juízo de Deus?” (Romanos 2.1-3)

3º Jovem Rico – homem que chama o Mestre de bom, que era cumpridor de suas tarefas religiosas, mas que tinha a dúvida de como herdar a vida eterna. Sua dúvida assumida, não apenas como uma questão teológica, vingou ser uma carga pecaminosa pesada que ele insistiu em carregar. Jesus indicou a ele:

“Ouvindo-o Jesus, disse-lhe: Uma coisa ainda te falta: vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois, vem e segue-me”. (Lucas 18.22)

  • Muitos têm muitas coisas elogiáveis em si, mas perecem por falta de uma coisa; este rico não podia aceitar as condições de Cristo que o separariam de seu patrimônio.
  • Muitos que detestam deixar a Cristo, contudo, o deixam. Depois de longa luta com suas convicções e suas corrupções, ganham as corrupções. Lamentam-se muito de não poder servir ambos, mas se devem deixar a um, deixarão a seu Deus, ao seu lucro mundano.
  • Aquele homem olhou primeiramente para seus  bens, não pensou em seus pecados, na verdade seus pecado era o amor as coisas materiais, o amor ao mundo. Por isso não deixou Jesus imperar em sua vida.
  • Quando não deixo minha liberdade para abençoar meu irmão que se escandaliza comigo, faço como o jovem rico, penso mais em mim e nas minhas coisas que no Senhor Jesus.

 

CONCLUSÃO:

O ponto de Paulo em Romanos é, se eu precisar limitar a maneira que eu me visto, tudo bem, eu vou limitar a forma como me visto. Eu não vou me limitar de legalismo. Estou limitando-me, porque eu quero para ministrar às pessoas que podem não estar madura o suficiente para aceitar uma forma diferente de se vestir. Alma de outras pessoas são muito mais importantes do que a minha liberdade.

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