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Seis segredos para se tornar uma igreja amorosa – sermão 5

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Romanos 14 e 15

Texto básico: Romanos 14 e 15

Introdução: Manter uma atmosfera harmoniosa; Atrair como imã as pessoas; Recebe com amor os visitantes;

“Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu, para glória de Deus.” (Romanos 15:7)

É HORA DA REVISÃO:

1. A igreja está empenhada em ajudar um ao outro.

2. A igreja reconhece o valor de cada pessoa. (Romanos 14:15 b)

3. A igreja foca no que é realmente importante. (Romanos 14:16)

4. A Igreja tem sensibilidade quanto à liberdade. (Romanos 14:20)

 

SERMÃO 5 | A igreja não insisti que todos devem concordar.

“A fé que tens, guarda-a contigo mesmo diante de Deus. Feliz é aquele que não se condena naquilo que aprova”. (Romanos 14.22)

Introdução:

O entendimento de Paulo neste verso é que tudo que cremos que tem a ver com a nossa fé e pode escandalizar o meu irmão ou outra pessoa devo guardar diante de Deus. Será bem-aventurado aquela pessoa que não se condena naquilo que ele acredita, mas vive a vigiar que sua fé não atrapalha a do outro.

Em palavras práticas o que isso significa? Que eu não devo fazer da minha opinião cavalo de batalha, forçando com que ela subjugue meu irmão em Cristo, isto é, não devo forçar que minha opinião sobrepuje a do outro.

Isso é respeito! Respeitar a opinião alheia é uma questão espiritual, social, pedagógica e moral. O respeito é uma posição bíblica que Jesus mostra como uma Lei áurea.

“Portanto, tudo que quereis que os homens vos façam, fazei também a eles, porque esta é a Lei e os profetas” (Mateus 7.12)

PRINCÍPIOS DA CONCORDANCIA NA IGREJA:

1º NÃO CONCORDAR, NÃO SIGNIFICA FAZER DISCÓRDIA OU DISSENÇÃO.

“Irmãos, rogo-vos em nome do nosso Senhor Jesus Cristo que entreis em acordo quanto discutirdes e não haja divisões entre vós; pelo contrário, sejais unidos no mesmo pensamento e no mesmo parecer”. (1 Coríntios 1.10)

  • O problema aqui não está relacionado a partidos, dissenções ou outros assuntos que podem trazer partidos na Igreja. Há um entendimento no Novo Testamento que a Igreja do Senhor Jesus não pode viver com brigas, discussões tolas ou em pede guerra.
  • A questão aqui de Romanos é que não podemos forçar que os outros tenham a nossa opinião, gerando nisso todos esses fatores negativos no seio da Igreja.
  • Já falamos sobre as questões periféricas outro dia: o dia, as comidas, etc. Assuntos que não vão nos dividir de verdade. Hoje seria: palmas no culto, coreografias, orações da madrugada etc.
  • Todos têm direito de não concordar com certos assuntos, mas a maneira que nos posicionamos quanto a isso que é condenado por Paulo. O direcionamento é que devemos guardar isso com Deus.
  • Paulo diz, sobre estes assuntos controvertidos, mantê-los entre você e o Senhor. Vá em frente e desfrute da sua liberdade, mas não a ostentando.  Aproveite a sua liberdade, mas com privacidade. Você pode praticar sua liberdade sem escandalizar o outro.

“Se possível, o que depender de vós, vivei em paz com todos os homens”. (Romanos 12:18)

 

2º AS PECUINHAS NA IGREJA DIZEM MAIS SOBRE NÓS DO QUE PENSAMOS.

“Pois nosso motivo de orgulho e este: o testemunho da nossa consciência de que temos vivido no mundo, principalmente em relação a vós, em santidade e sinceridade que vem de Deus, não em sabedoria carnal, mas na graça de Deus”. (2 Coríntios 1.12)

  • Muitos que desejam a paz e falam dela em voz alta, não seguem as coisas que fazem a paz. Mansidão, humildade, abnegação e amor, essas são coisas que fazem a paz. Não podemos edificar um sobre outro enquanto brigamos e contendemos.

Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens? (1 Coríntios 3.3)

  • Muitos destroem a obra de Deus em si mesmos pela comida e a bebida; nada destrói mais a alma de um homem que bajular e comprazer a carne, e satisfazer a luxúria; assim outros são prejudicados, por uma ofensa voluntariamente cometida.
  • As coisas lícitas podem tornar-se ilícitas se são realizadas ofendendo o irmão. Isto compreende todas as coisas indiferentes pelas quais um irmão seja conduzido a pecar, ou a encrencar-se; ou que fazem que se debilitem suas graças, seus consolos ou suas resoluções.
  • Você tem fé? Ela se refere ao conhecimento e clareza Enquanto a nossa liberdade cristã. Desfruta a comodidade que dá, mas não perturbes os outros pelo mal uso dela. Tampouco podemos agir contra uma consciência que está com dúvidas. Que excelentes são as bênçãos do Reino de Cristo, que não consiste em ritos e cerimônias externas, senão de justiça, paz e gozo no Espírito Santo!
  • Quão preferível é o serviço de Deus a respeito de todos os outros serviços! Ao servir a Deus não somos chamados a viver e a morrer por nós mesmos, senão por Cristo, ao qual pertencemos e ao qual devemos servir.
  • Deus mesmo admite que haja algumas pessoas que não vão concordar com você! Nesse caso, não é tanto o seu problema, é deles. Suas picuinhas dizem mais sobre eles do que você. O que você precisa fazer é permitir que o Espírito Santo lhe determinasse quando você é uma pedra de tropeço ou uma benção na vida do outro irmão. Leve sua prece e Deus e pergunte isso.

 

3º A MELHOR ATITUDE É SEGUIR A LEI ÁUREA

“Portanto, tudo que quereis que os homens vos façam, fazei também a eles, porque esta é a Lei e os profetas” (Mateus 7.12)

 

  • Cristo veio a ensinar-nos não somente o que devemos saber e acreditar, senão o que devemos fazer; não só para com Deus, senão para com os homens; não só para com os que são de nosso partido e denominação, senão para com os homens em geral, com todos aqueles que nos relacionemos.
  •  Devemos fazer a nosso próximo o que nós mesmos reconhecemos que é bom e razoável. Em nossos tratos com os homens devemos colocar-nos no mesmo lugar e nas circunstâncias daqueles com os que nos relacionamos, e agir em conformidade com isso.
  • A Bíblia QUANTO a Lei áurea continua dizendo:

“Não fiqueis devendo coisa alguma a ninguém, a não ser o amor de uns para com os outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei. (…) O amor não faz o mal ao próximo. De modo que o amor é o cumprimento da lei” (Romanos 13. 8 e 10)

  • O amor é um princípio ativo de obediência de toda a lei. Não só evitemos o dano às pessoas, as conexões, a propriedade e o caráter dos homens, mas não façamos nenhuma classe de mal e ninguém, e ocupemo-nos de ser úteis em cada situação da vida.
  • Quando busco ser a minha opinião ser a única ou a minha razão prevalecer, devo pensar: “Será que gostaria que as pessoas fizessem assim comigo?”. O entendimento de viver o cotidiano na Igreja dentro da perspectiva do amor viceja um entendimento macro de que o amor prevalece à minha vontade, sobretudo o amor ao próximo sobrepuja minha razão quanto à determinadas questões.
  • Pois aquilo que aprovo, como diz o versículo não é pedra de tropeço para meu irmão, meu próximo.

 

CONCLUSÃO:

Várias vezes, em todas as esferas da vida, o cristão se vê confrontado com o fato de que deve examinar as coisas, não só na medida em que o afetam, mas também na medida em que afetam a outros. O homem, em certa medida, é sempre o guardião de seu irmão. É responsável, não só por si mesmo, mas também por todo aquele que esteja em contato com ele.

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