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Segredos para se tornar uma igreja amorosa – sermão 6

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Texto básico: Romanos 14 e 15

Introdução: Manter uma atmosfera harmoniosa; Atrair como imã as pessoas; Recebe com amor os visitantes;

 

É HORA DA REVISÃO:

1. A igreja está empenhada em ajudar um ao outro.

2. A igreja reconhece o valor de cada pessoa. (Romanos 14:15 b)

3. A igreja foca no que é realmente importante. (Romanos 14:16)

4. A Igreja tem sensibilidade quanto à liberdade. (Romanos 14:20)

5. A Igreja não insiste que todos devem concordar.

SERMÃO 6 | A IGREJA ACEITA O OUTRO (ROMANOS 15.7)

“Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu, para glória de Deus.” (Romanos 15:7)

 

1º A IGREJA ACEITA O OUTRO DE FORMA CORRETA ABDICANDO DOS SEUS CONCEITOS (V.1)

  • Conceitos não são valores. Os conceitos podem mudar de acordo com as questões sociológicas e filosóficas. Conceito é uma frase (juízo) que diz o que a coisa é ou como funciona.
  • Os valores são as normas, princípios ou padrões sociais aceitos ou mantidos por indivíduos, classe ou sociedade. Esses valores em nossa vida de Igreja estão exarados nas Escrituras. Elas não mudam, elas são nossa regra de fé e prática.

“Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação”. (Tiago 1:17)

  • Precisamos esclarecer o que é “não agradar a nós mesmos”, isso não significa que não podemos desfrutar do Evangelho para agradar os outros. O evangelho é o poder de Deus para a salvação, ele não pode ser negociado para agradar o outro, Ele é a verdade que liberta.
  • Ainda esclarecendo. Falando em autonegação, é disso que Paulo está falando aqui, Jesus disse:

“Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”. (Mateus 16.24)

  • Tem muita coisa boa no Evangelho. Temos uma nova família, um Deus maravilhoso, uma oportunidade de servir ao Senhor, uma esperança celestial. Mas temos a convicção que vai haver muitas coisas na vida cristã que não são agradáveis, dolorosas em si mesmas.
  • Paulo ensinou isso às igrejas:

“… fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus”. (Atos 14.22)

“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança”; (Romanos 5.3)

  • Mesmo quando o serviço de Deus é difícil o comando é este:

“Servi ao SENHOR com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico”. (Salmo 100.2)

  • Paulo fala de cristãos fortes e fracos. Quem seriam eles? Os fortes são aqueles cujas as convicções bíblicas (valores) em Cristo lhes permite mais liberdade que os fracos (conceitos antigos, que precisam mudar).
  • Paulo usa uma expressão forte: “suportar”, isso não significa apenas tolerar, mas sustentar com amor fraterno e compreensivo. Neste sentido as fraquezas não se referem a pecados, mas a procedimentos e expressões de fé para as quais não há uma orientação clara e objetiva nas Escrituras.
  • Em suma: antes de o crente pensar em agradar a si mesmo, deve prestar atenção e cooperação às necessidades dos mais fracos ao seu redor.

“… com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor…” (Efésios 4.2)

  • Surge uma questão bem interessante em fazer essas coisas acima. Por que devo abdicar de meus conceitos, abrir mão de algumas alegrias terrenas em favor da vida do meu irmão?
  • Veja os versos 6 e 7. Eles dizem que isso é feito para glorificar a Deus.

“… para que concordemente e a uma voz glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus”. (Romanos 15. 6 e 7)

  • Quando acolho alguém na Igreja estou glorificando a Deus. Uma Igreja amorosa glorifica a Deus com seus valores, mas abdica de muitos dos seus prazeres terrenos para receber de braços abertos seus irmãos e sua fé.

2º A IGREJA ACEITA O OUTRO DA MANEIRA DE CRISTO. (V.5)

“Que Deus nos conceda perseverança e encorajamento, dê-lhes também a disposição de pensar unanimemente de acordo com Cristo Jesus” (Romanos 15.5)

  • Evidentemente que é só por amor que Cristo suportou a cruz por nós. Jesus veio para cumprir a vontade do Pai.
    • Esse verso indica que devemos fazer a mesma coisa. Ainda que seja difícil. A disposição de pensar concordemente significa buscar o mesmo sentir (amor | unidade). Não há possibilidade de todos os crentes pensarem de igual modo, mas é possível – em Cristo – que concordemos em tratar de fraternidade e amor, tolerância e respeito a todas as nossas diferenças.
    • Devemos pensar e tratar os outros, principalmente os irmãos, indiscriminadamente, da mesma maneira que Cristo fez conosco.

“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”. (Filipenses 2. 5-8)

  • Como Cristo nos aceitou? Incondicionalmente. Sem julgamento. Aceitação de ninguém é baseada no desempenho!
  • Desempenho hoje em muitas igrejas é como a pessoa pode desenvolver um ministério, quanto a pessoa pode dar, que características ela pode trazer para cooperar ou atrapalhar a Igreja?
  • Uma Igreja amorosa busca engajar, entrosar, integrar e juntar todos que nela chegam, independente de seus desempenhos.
  • Outra questão em aceitar as pessoas da maneira de Cristo é que elas precisam mudar de vida. Lembremo-nos da alguns que tiveram encontros com Jesus:
  • O que nos chama a mudar de vida: o novo nascimento é ponto de partida, o amor de Deus é o carro chefe.

Jesus disse a Nicodemos:

“A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. (João 3.3)

“Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo”. (João 3.7)

Paulo nos ensina sobre o amor e a mudança de vida:

“Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”. (2 Coríntios 5.14 e 17)

3º A IGREJA QUE ACEITA O OUTRO É UMA IGREJA SAUDÁVEL. (V.13)

“Portanto, que o Deus da esperança vos abençoe plenamente com toda a alegria e paz, à medida da vossa fé nele, para que transbordeis de esperança, pelo poder do Espírito Santo”. (Romanos 15.13)

  • Paulo declara no versículo 13 que há quatro marcas de uma igreja unificada: alegria, paz, esperança e poder. Agora, esse é o tipo de igreja que eu quero ser, esse é o tipo de igreja que quero fazer parte. Eu tenho certeza disso, você tem?
  • Nenhuma igreja vai ser perfeita, mas pode ser saudável. Seremos saudáveis quando crescermos com Alegria, paz, esperança e Poder de Deus.
  • Ser uma Igreja amorosa é ser uma Igreja saudável. É preciso um esforço de todos para vivermos assim. Esse esforço não é carnal, mas espiritual, ele é dado pela ação poderosa do Espírito Santo em nossas vidas.
  • Quando alguém não vive ou não entende isso, posso afirmar que está vivendo uma espiritualidade superficial, pautada na vida humana, não na vida espiritual.

“Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado”. (Romanos 5.5)

  • Para impactarmos o mundo precisamos ser uma Igreja amorosamente saudável, precisamos entender o que os grandes mandamentos nos dizem e acima de tudo praticá-los.

“Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. (Mateus 22. 37 e 39)

Conclusão:

Paulo aponta cinco atitudes que podem nos tornar pessoas que aceitam uns aos outros em amor:

1º Paulo chama nossa atenção para Cristo. v. 3

2º Paulo nos lembra de como é essencial nas Escrituras o exemplo de autonegação, o verso 3 cita o Salmo 69.9: “pois o zelo pela tua casa me consome, e os insultos daqueles que te insultam caem sobre mim”. No verso 4 ele diz: Por tudo que foi escrito no passado foi escrito para nos ensinar…”.

3º Paulo indica o poder das Escrituras na questão da edificação de outras pessoas. Poder para produzir resistência e encorajamento (v.4). Daí eu te pergunto: Estás lendo a Bíblia? Sente-se encorajado pela Palavra?

4º Paulo nos lembra de que não vamos resistir ou sobreviver no caminho da autonegação de amor, de sacrifício se não tiver esperança. (v.4) ver Colossenses 1. 4 e 5.

“… desde que ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que tendes para com todos os santos; por causa da esperança que vos está preservada nos céus, da qual antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho”. (Colossenses 1. 4 e 5)

5º Paulo nos mostra por último e não menos importante que devemos orar para que a atitude provenientes da autonegação aconteçam em nossas vidas. (v. 5 e 6).

Devemos orar para que Romanos 14 e 15 se torne realidade na Primeira Igreja Batista de Imperatriz, oremos para que a mudança seja algo de Deus para nós. Sem esperança os planos podem falhar, sem oração trabalhos sós. Com esperança e fé, orando ao Eterno Deus seremos uma Igreja amorosa.

Devemos orar e pedir a Deus que nos ensine o valor de cada indivíduo, que Ele nos ensine a manter o foco no que é realmente importante. Ajude-nos a limitar nossa liberdade por amor ao outro. Ajude-nos a abster-se de forçar nossas opiniões ao outro. Ajude-nos a viver pela fé. Amém.

Encerro esta série de mensagens citando os seguintes textos, com a oração que o Senhor irá nos fazer mudar de atitudes para cada dia sermos uma Igreja amorosa:

“Portanto, cada um de nos deve agradar ao próximo, visando o que é bom para o aperfeiçoamento dele”. (Romanos 15.2)

“Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé”. (Gálatas 6.10)

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